ENTREVISTA

André Indiana

Entrevista com André Indiana

Nasceu no Porto, mas tem fortes influências Norte Americanas, enraizadas, na sua música.
André Indiana falou para o Jornal Inside, e apresentou-nos o mais recente trabalho “Destilled and Bottled”.


JI – Quando é que decidiu que a música era a sua vida?

AI – Na minha família, todos tocam algum instrumento musical ou cantam, (não profissionalmente), por isso desde muito novo que estou habituado a estar rodeado de música, instrumentos musicais, etc. Decidir fazer música profissionalmente, ou edita-la foi a partir de 2000. Nessa altura comecei a apresentar as minhas músicas ao vivo até que eventualmente veio o primeiro álbum, em 2003.


JI – “Destilled and Bottled”, do que nos fala este novo álbum?

AI – Este álbum fala basicamente do que foi a minha vida depois do meu primeiro trabalho. Conta algumas histórias e tem alguma mistura de emoções. Quando se fazem coisas públicas, as opiniões aparecem de todos os lados, por isso é um álbum menos ”inocente”.


JI – “Rip Off” é o single de apresentação deste novo trabalho, porquê a escolha?

AI – Não fui eu que escolhi, mas parece-me que é um bom cartão de visita para quem não conhece o álbum, se bem que se fosse eu teria escolhido outra canção, “Busted” por exemplo.
“Rip Off” fala de golpes e burlas.


JI – Tem uma influência acentuadamente de Música Negra e Norte Americana, apesar de ter nascido no Porto. De onde vêm este gosto por este tipo de música?

AI – Não sei explicar muito bem. Tenho pensado muito nisso, e realmente é uma coisa que deve ter nascido comigo, e claro que o facto de desde muito cedo ter sido apresentado a vários estilos musicais ajudou. A verdade é que à medida que fui compondo mais e ficando melhor músico, fui bebendo mais à música americana do que a qualquer outro sítio. Há dias o meu amigo Carlos Polónia, dizia que tinha gostado muito deste álbum e que para o escrever, teria de ser alguém que soubesse o que é o Porto. O Porto é uma cidade muito peculiar, muito propícia ao amor-ódio.


JI – Quando surgiu na cena musical com “Electric Mind”, e nas rádios muitas pessoas confundiram a sua música com a de Lenny Kravitz? O que sente acerca disso? É ele uma das suas grandes influências?

AI – Para mim o Lenny Kravitz é dos melhores e mais interessantes músicos da actualidade, mas a verdade é que não posso dizer que seja uma grande influência em mim. Ao mesmo tempo, tenho a perfeita noção que o single “Electric mind” tem o mesmo tipo de estética de algumas canções do Lenny Kravitz, principalmente pelo estilo de bateria “stax” que eu penso ter sido a grande razão dos equívocos.


JI – Quais as grandes diferenças, entre “Music For Nations” e “Destilled And Bottled”?

AI – “Music For Nations” foi um álbum gravado em poucos dias, praticamente sem pré-produção e é um álbum muito interessante por isso mesmo. Basicamente foi pegar na minha banda de estrada e gravar as canções directamente para a fita.
Com “Destilled And Bottled” eu queria controlar tudo, e não deixar nada de fora, por isso tive um ano de pré-produção, toquei eu próprio muitos dos instrumentos, tive muitos convidados, orquestra, metais e tudo o que as canções estivessem a pedir... Para além disto tudo, parece-me um álbum mais directo, onde há menos barreiras, menos divagação e as canções ganharam com isso na minha opinião.


JI – Porquê a escolha de Mário Barreiros e Nelson Carvalho, para produzir o seu álbum?

AI – A produção foi feita por mim e pelo Andy Torrence e o Nelson Carvalho deu-me uma grande ajuda nas misturas finais e mastering. O Mário Barreiros esteve no processo de gravação mas não como produtor.


JI – O que é que sente quando entra em palco?

AI – Sinto-me como se fosse o fim do Mundo, o último dia, onde tudo pode acontecer. Não há nada melhor do que comunicar com as pessoas através da música, seja o público ou os músicos.


JI – Em termos de Internacionalização já tem algo preparado?

AI – Estou a preparar. A ideia é fazer fora de Portugal o que faço aqui. É interessante saber que o meu website é mais visitado no estrangeiro do que em Portugal, isto dá-me vontade de fazer umas visitas a outros países nos próximos meses.


JI – Por onde vai andar a mostrar “Destilled and Bottled”?

AI – O próximo espectáculo é no dia 25 de Outubro, e todos os eventos, concertos, etc. estão disponíveis em WWW.ANDREINDIANA.COM com actualizações regulares.

JI – Obrigada

Foto: Sandra Adonis



Autor: Sandra Adonis
Data: 03 de Outubro 2006



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