Exposições

Isabel Zuzarte

Apresenta ‘NON-PLACES’ no Grémio Literário

Exposição fotográfica que explora a ‘não-lugaridade’ no Grémio Literário

Isabel Zuzarte apresenta ‘NON-PLACES’
Isabel Zuzarte apresenta NON-PLACES, uma mostra de cerca de 30 imagens subordinadas ao tema da ‘não-lugaridade’ que será acolhida pelo Grémio Literário. Com inauguração oficial marcada para 22 de setembro, às 19 horas, será possível conhecer a exposição de Isabel Zuzarte todos os dias úteis até ao dia 22 de Outubro, entra as 10 e as 22 horas.

NON-PLACES, como o nome indica, é uma exposição que explora a ‘não-lugaridade’ em que o próprio ato de fotografar institui a noção de um outro lugar, impercetível antes da fotografia ser realizada, mas que, ao sê-lo, os ‘desrealizou’, tornando enfim visível a sua ‘não-lugaridade’, um conceito apresentado pelo filósofo francês Marc Augé. Para Augé, “O espaço do Não Lugar não cria nem identidade singular nem relação mas solidão e semelhança”.
Já Isabel Zuzarte crê que “se por um lado os ‘não-lugares’ permitem uma grande circulação de pessoas, coisas e imagens num único espaço, por outro transformam o mundo num espetáculo com o qual mantemos relações a partir das imagens, transformando-nos em espectadores de um lugar profundamente codificado, do qual ninguém faz verdadeiramente parte. Como diz Gérard Althabe, a relação de cada um com o planeta é uma relação direta, sem mediadores, é ‘a imagem vertiginosa da solidão’. A relação com o outro é minimizada em detrimento da relação com nós mesmos.”
Para o professor doutor Bernardo Pinto de Almeida, crítico de arte e ensaísta, “Na fotografia de Isabel Zuzarte tudo é dinâmico, móvel, transitório, cinematográfico até, mais do que fotográfico, também porque ela trabalha no próprio coração da imagem, desorganizando o que nela possa restar de fixo, de estabilizado, e procurando refazê-lo de modo a que, por ela, se deixe ver o que se move, o que é intenso, o que desloca sem cessar o próprio olhar e o conduz a uma renovada liberdade de ver na sua relação com as coisas. Numa palavra, o que retira a fotografia da sua não-lugaridade para lhe abrir um lugar próprio e singular onde o olhar se torna de novo suscetível de ser experimentado como acontecimento.”
Sobre Isabel Zuzarte
Isabel Zuzarte vive e trabalha em Lisboa. Frequentou o curso superior de Matemática e o curso técnico de Luminotecnia. Fez desenho de luz para Teatro e trabalhou em cinema, televisão e publicidade como produtora.
Autodidata desde os 9 anos, idade a que recebeu a sua primeira máquina fotográfica, dedica-se desde 2006, quase em exclusivo, à fotografia.
Expôs trabalhos em Lisboa, Nova Iorque, Londres, e Florença. Está presente em várias coleções Nacionais e Internacionais.
Cada Fotografia é uma passagem do tédio ao fascínio. A cor distraí-a, fotografa como pensa e por isso o preto e branco (exceção para a série “cada um com a sua Ítaca), porque é assim que o mundo cabe inteiro na sua retina e a respiração se dobra sobre si própria. Muitas vezes a seu respeito se ouve dizer “Nunca ouvi falar...”. Não é para falar, é para olhar. Olhar e enfrentar na fotografia o despertar de uma inacessível realidade.


Autor: ilda pires
Data: 16/09/16


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