250 anos da Imprensa Nacional

250 anos comemorados com exposição dedicada à história da empresa

A Imprensa Nacional abre amanhã ao público, dia 6 de Setembro, a Indústria, Arte e Letras. 250 Anos da Imprensa Nacional, uma exposição dedicada à história da Empresa e que percorre dois séculos e meio de atividade editorial, artística e industrial. A exposição com entrada gratuita está aberta ao público até ao próximo dia 24 de novembro no Picadeiro Real do Antigo Colégio dos Nobres, em Lisboa.
A mostra organizada em 10 núcleos, que seguem uma narrativa cronológica, cruza várias dimensões que, não constituindo linhas temáticas, são transversais a toda a leitura histórica, do seu percurso industrial à atividade editorial, da sua dimensão artística ao seu papel formador na área das artes gráficas, até, enfim, ao desempenho de uma missão pública que foi sendo condicionada por diferentes contextos políticos mas que lhe conferiu sempre um papel estratégico. Para além da história que remonta à sua criação por alvará régio em 1768, a evocação dos 250 anos da Imprensa Nacional compreende também os desafios de inovação, sobretudo aqueles associados à impressão gráfica de segurança e ao acesso ao conhecimento na era digital.
Na ótica do Diretor da Unidade de Edição e Cultura da Imprensa Nacional–Casa da Moeda, Duarte Azinheira, “A exposição é um olhar sobre a história da Imprensa Nacional, a dos ‘primeiros’ 250 anos, e ver o papel crucial que temos tido na divulgação da cultura nacional e na disseminação da língua portuguesa. Mas estamos também já de olhos postos no futuro. Temos feito um esforço por investir em inovação e na adaptação da organização às novas exigências do mercado, com a convicção de que esta instituição secular, e as pessoas que a constituem, continuarão a demonstrar a resiliência necessária para construir o nosso futuro.”
A Imprensa Nacional tem vindo a dinamizar um programa alargado de iniciativas para comemorar os 250 anos, integrando atividades editoriais, culturais e de valorização do património histórico desde a sua fundação até à atualidade. O programa de comemorações envolve diversos parceiros e destina-se ao público em geral. Atualmente a Imprensa Nacional prossegue a sua missão como editora pública, agente cultural e de disseminação da língua e da cultura portuguesas, sendo também responsável pela publicação do Diário da República eletrónico e pela produção de livros, publicações, impressos, boletins, entre outros documentos de segurança.
A historiadora Inês Queirós é a coordenadora científica da Exposição, que foi desenhada pelo atelier Aires Mateus e pela FBA,Ferrand Bicker & Associados.

Local: Antigo Picadeiro Real do Colégio dos Nobres / Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Rua da Escola Politécnica, nº 58, 1250-102 Lisboa
Horários: Terça a sexta – 10h00 às 17h00; Fim de semana – 11h00 às 18h00; Encerra à segunda-feira e feriados

Núcleos da exposição
N1 A régia Oficina Tipográfica [1768-1801]
N2 Da Impressão Régia à Imprensa Nacional [1802-1838]
N3 A Era Dourada [1839-1870]
N4 Entre Ideias de Progresso e Sinais de Alarme [1871-1910]
N5 Impressão Republicana [1910-1926]
N6 Da Ditadura Ao Estado Novo [1926-1945]
N7 Reorganização [1945-1968]
N8 Empresa Pública e Fusão [1969-1974]
N9 Democracia [1974-…]
N10 Presente e Futuro

 

A Imprensa Nacional é a editora pública em Portugal, criada em 1768 por D. José I. Em 1972, passou a ser parte integrante da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), que tem a seu cargo a produção de bens e serviços essenciais ao funcionamento do Estado português. Com uma missão específica de promover e valorizar a língua e cultura portuguesas, a Imprensa Nacional centra a sua edição nos autores portugueses e promove diversas atividades de cariz cultural e editorial. No quadro da sua vocação pública, em 2018, editou 96 novos livros e realizou 63 eventos na biblioteca e livrarias da INCM.
Imprensa Nacional – Há 250 anos ao serviço da cultura.
Sobre a INCM
A INCM resulta da fusão, em 1972, da Imprensa Nacional com a Casa da Moeda, dois dos mais antigos estabelecimentos industriais do País. Atualmente, a inovação tecnológica, desenvolvida em parceria com algumas das principais universidades e centros de investigação nacionais, é um dos pilares estratégicos da INCM, cuja missão é criar, produzir e fornecer bens e serviços que exigem elevados padrões de segurança, focados no cliente e em soluções inovadoras. Destacam-se, entre esses bens e serviços essenciais, a produção de documentos de segurança, como o cartão de cidadão ou o passaporte, a autenticação de metais preciosos, a edição do Diário da República, a publicação de obras fundamentais da língua e da cultura portuguesa e a cunhagem de moeda corrente e de coleção.

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