O diretor de Leaving Neverland expressou seu repúdio ao novo filme biográfico sobre Michael Jackson. Dan Reed realizou o documentário sobre as alegações de abuso sexual infantil atribuídas a Jackson. Ele considera chocante que as pessoas consigam perdoá-lo com tanta facilidade, dadas a natureza das acusações. Reed vê Jackson como pior do que Jeffrey Epstein.
O diretor de ‘Leaving Neverland’ comparou Michael Jackson a Jeffrey Epstein
Michael, o recente documentário sobre Jackson, tem sido um estrondoso sucesso de bilheteria. Mesmo antes de o filme estrear, Reed já previa que as pessoas lotariam as salas para assisti-lo.
“Então muitas pessoas, eu acho, vão engolir qualquer relutância que possam ter e vão simplesmente dizer, ‘Ah, é um ótimo filme de jukebox’ e vão ignorar completamente o fato de que esse sujeito era pior do que Jeffrey Epstein”, disse ele ao The Hollywood Reporter.
Várias pessoas o acusam de abusar delas quando eram crianças. Há apenas alguns dias, ele foi acusado de tráfico de sexo infantil em uma nova ação judicial.
“Acho que Jackson era, de verdade, um homem muito desagradável e que machucou muitas crianças”, afirmou Reed. “E ele pode ter sido um grande artista, mas essas duas coisas não se anulam. O fato é que pedófilos existem, e ele era um deles, e ele fez essas escolhas. Muitas outras pessoas que foram abusadas na infância não escolheram abusar de outras pessoas.”
Reed acredita que a herança de Jackson ajudou a proteger sua imagem. Além disso, porém, ele acha que muitos fãs de Jackson estão satisfeitos em ignorar as alegações.
“A razão pela qual ele se livra disso é porque era tão rico e cercado por advogados muito agressivos e perspicazes, além de ter recursos tremendo”, disse ele. “A herança de Michael Jackson ainda inspira medo em quem quiser se opor a eles, e certamente são oponentes formidáveis se você decidir enfrentá-los. Mas sim, acho que muita gente só quer esquecer as crianças e aproveitar a música.”
