Exposição JOSÉ PRACANA

O Museu do Fado apresenta uma retrospetiva dedicada ao músico, intérprete, colecionador e investigador José Pracana (1946-2016), consensualmente reconhecido como uma das grandes figuras da história do Fado.

Inauguração: 5ªf, 14 de novembro, às 19h

“Amador por convicção, tal estatuto nunca o impediu de acompanhar e de conviver com os grandes pilares da tradição fadista – de Amália Rodrigues a Maria Teresa de Noronha, de Alfredo Marceneiro a João Ferreira Rosa – de actuar em concertos nos vários palcos do mundo, de estudar aprofundadamente esta tradição tão enraizada na nossa sociedade, elevando-a e salvaguardando-a para memória futura. Foi uma das personalidades mais completas que o Fado conheceu”, diz Sara Pereira, directora do Museu do Fado e curadora desta exposição.

Em exposição encontra-se o vastíssimo acervo pessoal de José Pracana: fotografias, jornais, discos, documentos, cartazes, instrumentos musicais, troféus e condecorações. É também possível o visionamento de imagens de arquivo de alguns dos programas televisivos que dirigiu e uma aproximação ao ambiente singular das tertúlias fadistas que promoveu em Ponta Delgada, através da recriação do seu retiro nesta cidade açoreana.

Exposição fica patente até 23 de fevereiro

“Toda a retrospectiva procura conter, dentro de limites inevitavelmente estreitos, a presença inteira que os transcende. (…) Mesmo cientes de que o seu vasto património humano dificilmente caberá na pequena geografia de uma exposição, este exercício, para lá de imperioso, é pretexto de celebração da admirável existência de alguém que soube ser grande e inteiro em tudo o que fez. (…) Ciente, tal como Almada, de que ‘a alegria é a coisa mais séria da vida’, durante décadas, José Pracana devolveu-nos o mundo num espelho onde nos revíamos, inevitavelmente, mais felizes.”
Sara Pereira

“Reza o velho ditado que tão fadista é quem canta o Fado como quem o sente – e eu atrever-me-ia a acrescentar-lhe ainda ‘e como quem o sabe’. Se assim é, o meu Amigo Zé Pracana, na sua tripla condição de intérprete inspirado, amador fervoroso do Fado e conhecedor profundo da sua prática e da sua História, e pela forma como estas três facetas nele interagiam de forma inseparável e inimitável, terá sido por certo um dos grandes fadistas que eu conheci.”
Rui Vieira Nery

“José Pracana prescindiu quase sempre de ser ele mesmo para plasmar uma poderosa personalidade universal que o tornava um ente especial, atraente e inimitável. É a arte de ser toda a gente.”
João Braga

“José Pracana, que dizia de si ser um amador amador, era todo ele fado: inventivo, como os fadistas de lei, afirmativo na entrega, vigoroso no ataque, subtil na retirada. Como deve ser. O breve encontro deixou-me saudades para sempre.”
Paula Moura Pinheiro

Museu do Fado
Terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada: 17h30)
Visitas guiadas para grupos: info@museudofado.pt / 21 882 34 70

Bilhete: 5€ (com acesso à exposição permanente)
Reduções para menores de 25, maiores de 65, reformados e grupos organizados, entre outros.
Entrada gratuita aos domingos e feriados até às 14h.

 

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