ENTREVISTA

stonerage pronto

STONERAGE - prontos a “rockar” o país!!!

Compostos actualmente pelo vocalista Ricardo Serrano, Herlander Freitas na guitarra, o baixo Carlos Silva, e Ivo Barata que substituiu Vasco Machado na bateria, os Stonerage lançam-se à obra em 2001, de forma a trazer ao panorama nacional musical um sentido mais agressivo, e assumindo-se como verdadeira fonte de energia.

Logo no primeiro ano são vencedores do concurso “Março a Partir”, forte motivação para 3 demos em carteira, e muitos concertos e participações em festivais e eventos, até aos dias de hoje, faltando mais um empurrãozinho para o primeiro e tão desejado disco de originais.

Inspirados nos Metallica, Deftones e System of a Down, mas bebendo também riquezas em senhores como Eric Clapton, Sting, ou Carlos Paredes, os Stonerage dão-se a conhecer ao Inside, e revelam as principais artérias de tanta força pronta a explodir.
Sob escute, Herlander “kapa” Freitas, o guitarrista, e o vocalista Ricardo Serrano.



INSIDE - Aos mais desatentos do grande público, expliquem-nos quem são os Stonerage?

STONERAGE - Os Stonerage são uma banda de Rock/Metal da margem sul, mais propriamente da Moita, que nasceram a sensivelmente 3 anos quando os actuais membros dos Stonerage se resolveram juntar para tentar criar um som que fosse mais de encontro aos seus gostos pessoais do que aquilo que faziam nos seus projectos musicais na altura.Durante varias alterações na formação da banda, o núcleo duro da banda manteve-se inalteravel: Ricardo Cardoso (voz), Herlander Freitas (guitarra) , e o Carlos Silva (Baixo).

Vocês auto-definem-se como detentores de um som poderoso ou agressivo... expliquem um pouco a sonoridade dos Stonerage.

Os Stonerage são uma banda que pratica um som agressivo sem nunca esquecer a melodia, e apesar de já termos sido catalogados dessa forma não nos consideramos uma banda de New Metal, sendo que cada vez mais a base do nosso som é o rock com bastantes influencias do Metal mais melodico, embora não gostemos de ser rotulados com um determinado estilo.


Acham que um é um som próprio para um certo tipo de público? esse mesmo som tem os apoios necessários em Portugal?

Sim, é sem duvida um som virado para um publico expecifico, não fazemos um som mainstream, e como tal a musica dos Stonerage torna-se um pouco dificil de aceitar pelos ouvidos mais sensiveis, e, embora nunca percamos a meldoia de vista é necessario haver uma certa cultura musical “de peso” por parte de quem ouve... ou então simplestemente uma mente aberta.
Em relação aos apoios as coisas já estiveram piores mas, mesmo assim penso que ainda há um longo caminho a percorrer, ainda se vive muito na ilusão de que o que vem de fora é que é bom, e quando se aposta nas bandas nacionais na maioria das vezes deixa de ser uma aposta, porque as oportunidades só são dadas ás bandas que já cá andam há muito tempo, temos de incentivar o habito de criar espaços onde as bandas novas possam mostrar aquilo que sabem fazer melhor, porque neste momento o processo é o inverso daquilo que penso que deveria ser, porque só depois de teres uma gravação, quer seja um album, quer seja um EP, é que começas a rodar pelo país e a tocar com alguma regularidade, e na nossa opiniãio deveria ser exactamente ao contrario.



Como é quem tem corrido os vossos concertos?

O saldo é positivo, uns melhores do que outros naturalmente, mas na generalidade muito bem, até porque, é ao vivo que os Stonerage marcam a diferença, somos uma banda muito energica em palco, e qualquer concerto dos Stonerage atinge niveis de intensidade bastante elevados, algo que costumamos denominar como Stonerage Xperience (risos), talvez porque as musicas que temos se revelam bastante mais “pesadas” em palco. Durante o ano de 2002 tivemos uma agenda bastante preenchida, e apesar de uma pausa de 6 meses voltamos em 2003 ainda com mais energia e prontos a “rockar” o pais.



Pelo que li no vosso site, já lá vão 3 demos no portfólio. O que falta para um registo de originais?

Temo-nos concentrado em tentar fazer concertos por todo o país, queremos dar a conhecer o nome Stonerage; em 2002 já tinhamos percorrido grande parte desse percurso, mas com a pausa (por razões pessoais)a juntar a tróca de baterista quando regressamos foi como se tivessemos começado do principio.
Não nos temos concentrado em “atacar” o mercado das editoras, estamos a espera do momento certo, embora já tenham surgido algumas propostas, inclusivé do estrangeiro, mas ainda não houve nenhuma que estivesse de acordo com aquilo que queremos, embora estejamos receptivos a propostas de edição do nosso trabalho neste momento não fazemos disso um cavalo de batalha.



Acham que o denominado Nu-Metal, ou mesmo uma sonoridade mais agressiva ainda é viável no nosso mercado?

Desde que seja Americano (risos)! Há um grande problema com a designação Nu-Metal, é abrangente demais... é bastante contraditorio pegarem em bandas como Korn, Limp Bizkit, SOAD, One Minute Silence, Linkin Park e Crazy Town, e juntarem todas no mesmo saco com o Rotulo “Nu Metal”, é a mesma coisa que pegarem em bandas como Iron Maiden, Sepultura e Canibal Corpse e meterem no mesmo saco com a simples
designação “Metal”, simplesmente não faz sentido... Se considerarmos que os Linkin Park são uma banda de Nu Metal então o Nu Metal tem pernas para andar, porque os Linkin Park são um produto muito bem conseguido, que não deverá acabar brevemente, de qualquer forma, aquilo que dissemos no inicio em tom de brincadeira acaba por ser bem verdade, há sempre mercado em portugal para as bandas que vêm dos EUA, temos o exemplo dos Limp Bizkit, que na altura do boom do Nu metal encheram por duas vezes o Pavilhão Atlântico, agora, mesmo com menos impacto na cena musical actual conseguiram encher o Atlântico, ainda que apenas com um concerto.


(O que aconteceu com o Nu Metal está a acontecer agora com as bandas de emo core (acho que é isto), está a haver um boom de bandas deste tipo, não só de bandas estrangeiras, como é o caso de Funeral for a Friend, The used entre outros, mas tambem de bandas nacionais.)



-Faltam apoios à música nacional?

Depende um pouco do estilo musical, bandas mais mainstream aparentemente não tem tido grandes dificuldades, tem ocupado um bom espaço nas playlists das radios, e algumas delas até aparecem em anuncios a telemoveis (risos), mesmo assim a percentagem de musica nacional, nas radios, nos canais de Tv sobre musica , deveria ser maior.
Se falarmos em bandas com uma sonoridade mais agressiva o caso muda completamente de figura, e se não for um movimento underground que aparenta estar cada vez mais solido, não há grandes apoios a este lado da musica nacional.


Como nasceu o nome Stonerage?

Está relacionado com voltar as origens... Stone Age (idade da pedra) ... Stonerage, o regresso á nossa “raiva” musical... nada de muito filosófico (risos)


As grandes influências da vossa carreira?

Cerveja..?(risos)


De todos os prémios e festivais em que participaram, quais aqueles momentos que guardam num cantinho especial?

Bem acho que temos de salientar a nossa primeira participação no “Março a Partir”, foi o primeiro concerto da banda e ganhamos o premio de melhor banda do conçelho, foi muito bom e acho que ficou marcado nas nossas memorias...outro festival que soube muito bem foi o Minstrus Rock, em Viana do Castelo, ganhamos esse festival diante de um publico absolutamente fantastico, alias, é sempre um prazer tocar em Viana do Castelo.Para alem destes dois todos os concertos em que tivemos o prazer de partilhar o palco com os nosso amigos Kneeldown foram concertos memoráveis.



Deixem uma mensagem especial ao pessoal do denominado "Darkest Side of Brightness"!

“Nem tudo o que brilha é ouro” é uma expressão que já não é nova, e é muito certa, há por ai muita gente que se ri para ti e que não exita em “esfaquiar-te” pelas costas, eyes open at all times, muito rock, e ainda mais Stonerage ... ah,! E não se esqueçam de passar no nosso site www.stonerage.pt.vu e deixar a vossa opinião no Guestbook, Rock On!!





Stonerage
www.stonerage.pt.vu





Autor: Pedro Miguel Vieira
Data: Junho



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