VIRGENS SUICIDAS DE JOHN ROMÃO na Culturgest

Com interpretação de Luísa Cruz, Mariana Tengner Barros, Vera Mantero e um grupo de jovens ginastas, John Romão regressa ao teatro como encenador com a estreia de Virgens Suicidas, de 15 a 18 de janeiro, na Culturgest, em Lisboa, e a 24 e 25 de janeiro, no Teatro Municipal do Porto – Campo Alegre.

Com uma linguagem clínica precisa, composta por detalhes misteriosos e eróticos, Virgens Suicidas inspira-se na novela Mine-Haha ou a Educação Física das Raparigas (Mine-Haha or On the Bodily Education of Young Girls), de Frank Wedekind.

Na peça, as personagens habitam um espaço confinado ao feminino, onde se observa uma vida rotineira e rígida: dedicam-se à educação física, ao teatro, à dança, à anatomia, num ambiente pautado pela disciplina e pela competitividade. Há algo de inquietante entre as paredes deste lugar: para além das raparigas sofrerem de isolamento absoluto, afastadas do resto do mundo, a sua submissão a uma disciplina física severa desperta em cada uma delas um estado de  exceção a desejos violentos de aniquilação.

Virgens Suicidas ataca a natureza repressiva da educação, é um chamamento distópico às armas, marcado pela inauguração e o fim do corpo adulto

Os bilhetes custam 14€ (a partir de 7€ com descontos) e estão à venda na Culturgest e online.

Sobre John Romão
Encenador, ator e programador, John Romão tem desenvolvido um trabalho no campo do teatro contemporâneo e nos cruzamentos disciplinares.
John Romão dirige os seus espetáculos desde 2002: Que Difícil é Ser um Deus (2017), Náufrago, de Thomas Bernhard (2016), Teorema (2014), Pasolini is Me, uma colaboração João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira e CVLT/Nicolai Sarbib (2015), Pocilga, de Pasolini (2015), Teorema (2014), Morro como País (2012), entre outros. Tem apresentado o seu trabalho em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Noruega, Eslováquia, Brasil, Argentina e Austrália.
Trabalhou entre 2006 e 2017 como assistente de direção artística do dramaturgo e encenador argentino Rodrigo García (Prémio Europa de Teatro/UNESCO 2005). Foi assistente de direção de Romeo Castellucci na Bienal de Teatro de Veneza (2010-2011) e foi convidado por Castellucci para o representar enquanto jovem encenador no programa Voyages du Kadmos, no Festival d’Avignon (2013).
É o diretor artístico e programador da BoCA – Biennial of Contemporary Arts desde 2015.
Foi nomeado e ganhou alguns prémios e distinções, na categoria Teatro, nomeadamente, Prémios Novos 2014 e Jovens Criadores Nacionais 2012, entre outros.

Concepção, direção e cenografia: John Romão
Textos: Mickael de Oliveira
Com: Luísa Cruz, Mariana Tengner Barros, Vera Mantero e Carlos Lebre, Catarina Bertrand Torres, Cecília Borges, Céline Martins, Inês Azedo, Inês Costa Graça, Marta Nunes, Margarida Caldeira, Mariana Cardoso, Mafalda Rey
Música: Caterina Barbieri
Desenho de luz: Rui Monteiro
Desenho de som: João Neves
Figurinos: Carolina Queirós Machado
Apoio vocal: Nuno da Rocha
Coreografia: Colectiva
Danças tradicionais: Marco Marques
Assistência de encenação e produção: Solange Freitas
Gestão e Produção: Patrícia Soares | Produção d’Fusão
Produção: Colectivo 84
Co-produção: Culturgest/Fundação Caixa Geral de Depósitos (Lisboa), Teatro Municipal do Porto (Porto), Cine-Teatro Avenida (Castelo Branco)
Residências artísticas: Estúdios Victor Córdon, O Espaço do Tempo, CAB – Centro Coreográfico de Lisboa, Companhia Olga Roriz, Companhia Clara Andermatt, ProDança.
O Colectivo 84 é uma estrutura apoiada pelo Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes
Agradecimento: F. Ribeiro

15, 16, 17, 18 DEZ
QUA 21:00
QUI 21:00
SEX 21:00
SÁB 19:00 (sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa)

Grande Auditório
14€ ( descontos)
Duração 75 min (aprox.)
M/12

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