A ACERT CELEBRA O 25 DE ABRIL, DIA DA LIBERDADE, COM 3 INICIATIVAS

A CULTURA É LIVRE
conversa em direto
Live no Facebook, 25 de abril às 22:00

Pré-noitar com Sérgio Godinho, Samuel Úria, Éme, Carla Galvão, Fernanda Lapa, Pedro Sousa, numa conversa conduzida por Nuno Cash com realização vídeo, ilustrações de ZéTavares e produção de Gustavo Dinis e Ilda Teixeira.

Para celebrar Abril e cimentar a liberdade da Cultura, a ACERT convidou um grupo de artistas de várias gerações a falar de processo de criação em todos os tempos, incluindo estes estranhos de confinamento. “A cultura é livre” é uma conversa em directo, e sem rede ou filtros, com os músicos Sérgio Godinho, Samuel Uria e Éme… Enquanto Fernanda Lapa, Carla Galvão e Pedro Sousa representam o Teatro. O 25 de Abril é o mote… cultura o veículo com a participação de todos, onde nem Luís Sepúlveda será esquecido.

“…Celebramos Abril celebrando simultaneamente o poder de ser livre num palco e através do palco. Conversaremos sobre como sermos sementes de palavras, gestos ou melodias, ilustrando com arte os nossos/vossos dias livres, deixando um marco bem seguro de que não há tempo estranho ou confinamento que nos impeça de criar… juntos…”

Nuno F. Santos

25 DE ABRIL,
DIA DE LIBERDADE
“A palavra madura é espectáculo” (1)

Um momento que comprova que “A palavra madura é espectáculo | Canta | Vive | E respira | Para tudo isso basta uma mão inteligente que a trabalhe | lhe dê a dimensão do necessário e do sentido e lhe amaine sobre o dorso o animal que nela dorme destemido.”
Eduardo White (poeta moçambicano)

A poucos dias de comemorar o 25 de abril a ACERT tomou a liberdade de convidar alguns escritores que escreveram textos teatrais ou viram as suas obras adaptadas para criações do Trigo Limpo teatro Acert, para escreverem uma frase, um parágrafo, um texto… sobre “celebrar o dia da liberdade em estado de emergência” ou “celebrar a liberdade sem liberdade”.

Publicamos no dia 24 de Abril, no nosso site – www.acert.pt, os textos de Possidónio Cachapa, Jaime Rocha, Sara Figueiredo Costa, Carlos Santiago, Rui Macário e Márcia Zanelatto e Eduarda Dionísio a quem muito agradecemos pelo contributo.

“….O regresso deste consensual vocabulário dominante… Família, Estado, Propriedade (privada) + Obediência, regresso à Normalidade, etc., etc… ainda me põe mais confinada (que aliás já estava antes da «emergência»…) e menos calhada para «milagres».
Não me sai da cabeça aquele bonequinho de 68… que vai em anexo… e que nos puseram hoje a desejar…”

Eduarda Dionísio

25 DE ABRIL MEMÓRIAS COM FUTURO
Um Cravo à janela

A ACERT presta tributo à cidadã Celeste Caeiro com 44 anos em 1974 e lança desafio à comunidade.

Uma cidadã comum que a 25 de Abril trabalhava num restaurante na Rua Braamcamp em Lisboa. Uma empregada, a quem fora dado o trabalho de oferecer CRAVOS às senhoras em dia de aniversário do estabelecimento.
Uma mulher que, por o restaurante nesse dia não ter podido abrir pela revolução que se iniciava, levou com ela o braçado de CRAVOS.

Pois, neste 25 de Abril de 2020 a ACERT desafia a comunidade para que, cada um em sua casa, com a sua família, possa construir um CRAVO com os materiais disponíveis para colocá-lo, depois, no dia 25 de abril à janela, num gesto anónimo e genuíno de gratidão com todas as Celestes Caeiros deste país e com todos aqueles que contribuíram para este dia memorável da história do nosso país.

 

 

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