BLACK CROWES

“CROWEOLOGY”

Em jeito de despedida e generosidade com os fãs, os Black Crowes editaram o disco “Croweology”. Nele, celebram-se os 20 anos de uma carreira fértil e de reinvenção.

Em jeito de despedida e generosidade com os fãs, os Black Crowes editaram o disco “Croweology”. Nele, celebram-se os 20 anos de uma carreira fértil e de reinvenção.
Com o lançamento de “Croweology” fecha-se novamente um ciclo no agrupamento da Georgia. E nada melhor do que presentear os fãs de longa data com uma colecção de
grandes êxitos no formato acústico.

Em causa está também a comemoração dos 20 anos de carreira da banda dos irmãos Robinson, num trilho que os conduziu de seguidores dos Faces e Rolling Stones a uma
maior afirmação pessoal e, finalmente, a sonoridades tradicionais yankees.
Se é verdade que o disco consagra as raízes americanas do grupo, não é menos verdade que exista escassez de sucessos. A prová-lo estão 11 temas pertencentes aos três, e melhores, primeiros álbuns.
O tratamento dado à soberba “Jealous Again” confere um certo cunho country, mas sem perder o sabor rock. A favorita do público, “Wiser Time”, tem uma introdução aérea e desemboca numa interpretação linear. Destaque também para a comovente “Thorn In My Pride” onde o relevo dado à guitarra de Rich Robinson e à harmónica acentuam o pendor blues da faixa.

A reinvenção de canções históricas é sempre um desafio à imaginação dos músicos. Em entrevista ao site da Beatweek Magazine, o vocalista Chris Robinson referia: “Fizémos muitos tipos de arranjos e mudámos muitas coisas, tal como em Amorica”. O resultado
é no entanto uniforme, captando a essência do conjunto.
Quando os Black Crowes começaram a carreira foram acusados de particarem um rock n´roll fora de moda, apoiado em bases setentistas. Passados 20 anos verifica-
se que o souberam fazer tão bem como os mestres e juntaram-lhe uma boa dose de personalidade.
Ninguém sabe se este é mesmo o fim dos corvos pretos, um facto que por si só fará proliferar notícias, ou até apostas, em revistas como a Rolling Stone ou a Classic Rock.
Mas, para já, celebremos a chegada de um duplo álbum espirituoso.

Autor: Pedro Salgado

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *