MEREDITH MONK no CCB No dia 26 de Abril

Meredith Monk é compositora, cantora, coreógrafa, autora de nova ópera, peças de teatro musical, filmes e instalações. Uma pioneira naquilo a que agora se designa por “técnica vocal estendida” e “performance interdisciplinar,” Monk cria trabalhos que intersectam música e movimento, imagem e objecto, luz e som, num esforço por descobrir e tecer novos modos da percepção. A sua exploração da voz como um instrumento, como uma linguagem eloquente em si e per si, expande as fronteiras da composição musical, criando paisagens sonoras que desenterram sentimentos, energias, e memórias para as quais não temos palavras. Foi proclamada como “um mago da voz” e “um dos compositores mais cool da América.”

Durante uma carreira que se estende ao longo de 40 anos, foi aclamada pelo público e pela crítica como uma enorme força criativa nas artes performativas. Desde a sua licenciatura no Sarah Lawrence College em 1964, Monk tem recebido inúmeros prémios pelas mais prestigiadas instituições de arte mundiais. É bolseira da Academia Americana de Artes e Ciências e tem vários doutoramentos honoris causa pelos Bard College, University of the Arts, Julliard School, San Francisco Art Institute e Conservatório de Boston. As suas gravações Dolmen Music (ECM New Series) e Our Lady of Late: The Vanguard Tapes (Wergo) foram laureadas com o Prémio da Crítica Alemã da Melhor Gravação em 1981 e 1986. A sua música foi ouvida em vários filmes, tais como La Nouvelle Vague de Jean-Luc Godard e The Big Lebowski de Joel and Ethan Coen. A relação com uma nova editora Boosey & Hawkes torna a música de Meredith Monk, pela primeira vez, acessível a uma audiência muito mais alargada.

Em 1968, Monk fundou The House, uma companhia dedicada a uma abordagem interdisciplinar da performance. Em 1978, formou Meredith Monk & Vocal Ensemble, ampliando as suas texturas e formas musicais. Fez mais de uma dúzia de gravações, a maior parte pela editora ECM New Series. A sua música foi executada por inúmeros solistas e grupos, incluindo The Chorus of the San Francisco Symphony, Musica Sacra, The Pacific Mozart Ensemble, Double Edge, e Bang On A Can All-Stars, entre outros.

Monk é pioneira em site-specific performance, tendo criado trabalhos como Juice: A Theater Cantata In 3 Installments (1969) e mais recentemente American Archeology #1: Roosevelt Island (1994). É também uma talentosa realizadora de filmes, tendo realizado uma série de filmes premiados, incluindo Ellis Island (1981) e a sua primeira longa-metragem, Book of Days (1988), posta no ar pela PBS, apresentada no New York Film Festival e seleccionada para a Bienal do Whitney Museum. Uma exposição de arte retrospectiva, Meredith Monk: Archeology of an Artist, foi inaugurada na The New York Public Library for the Performing Arts no Lincoln Center em 1996. Outras exposições de arte recentes fazem parte de uma instalação maior, Art Performs Life at The Walker Art Center.

Em Outubro de 1999, Monk cantou Vocal Offering para Sua Santidade, o Dalai Lama como parte integrante do Festival Mundial de Música Sagrada em Los Angeles. Em Julho de 2000, a sua música foi distinguida com uma retrospectiva de três concertos intitulada Voice Travel integrando o Festival de Lincoln Center. O seu mais recente CD ‘Mercy’ foi lançado pela etiqueta ECM New Series em Novembro de 2002. A primeira peça para orquestra de Monk ‘Possible Sky’, encomendada por Michael Tilson Thomas para a New Wold Symphony, estreou em Abril de 2003 em Miami. “Stringsongs”, a sua primeira composição para quarteto de cordas, encomendado pelo Kronos Quartet teve a sua estreia mundial no Barbican Center em Janeiro de 2005. Os actuais projectos incluem um novo trabalho para o Western Wind Vocal Ensemble, uma nova peça de teatro musical, Impermanence, e uma nova peça para o seu Vocal Ensemble e Kronos Quartet intitulada “Songs of Ascension”, em colaboração com a artista visual Ann Hamilton.

Fonte: CCB

Autor: Paulo Cardoso Ribeiro