Coliseu celebrou 81.º aniversário com iniciativas de entrada livre e revelação do Prémio Jovens Artistas

No dia 19 de dezembro, segunda-feira, o Coliseu celebrou o seu 81.º aniversário, com várias iniciativas de entrada livre para o público.

A programação começou às 17h00 com uma visita guiada, conduzida pela presidente do Coliseu, Mónica Guerreiro, e que passou por um espaço secreto do Coliseu: a Adega. A visita foi limitada a 35 pessoas, para maior conforto de todos, e requereu inscrição prévia.

Às 18h00, no Salão Ático, teve lugar a primeira atuação da renovada Orquestra do Salão Jardim Passos Manuel. Nos últimos dois anos, o Coliseu, com o apoio do Arquivo Histórico Municipal, trabalhou na organização, limpeza, digitalização e tratamento arquivístico do espólio de cerca de 400 partituras e 2.000 folhas, que constituem património histórico do Coliseu e da cidade, e que estiveram perdidas durante décadas. O objetivo passa por reativar a Orquestra, em bailes / chás dançantes de periodicidade mensal.

A Orquestra do Salão Jardim Passos Manuel atuava no espaço com o mesmo nome, que existia no local onde hoje se ergue o Coliseu. Inaugurado em 1908, foi um espaço marcante da vida cultural e boémia do Porto. No entanto, em 1938, o Salão Jardim Passos Manuel foi desativado para dar início à construção do edifício do Coliseu, que inauguraria três anos mais tarde, a 19 de dezembro de 1941.

Às 18h45 teve lugar, na Sala Principal, a cerimónia de revelação do/a /vencedor/a da primeira edição do Prémio Jovens Artistas Coliseu Porto Ageas, na categoria artes circenses.

Destinado a jovens talentos das artes circenses ou da dança, o prémio, no valor de 5.000€, será anual: em 2022  foi atribuído às artes circenses, em 2023 à dança, e assim sucessivamente. Abrange intérpretes, coreógrafos, cenógrafos, produtores, programadores, entre outros profissionais ligados a esta área, até 30 anos de idade.

O júri da categoria artes circenses foi constituído por nomes importantes desta área artística: o ilusionista Luís de Matos, o clown Rui Paixão, Julieta Guimarães, cofundadora da companhia  Erva Daninha, o virtuoso do mastro chinês João Paulo Santos, e  Israel Modesto e Isabela Cardinali, ligados a duas importantes famílias com longa tradição nas artes circenses. Lançado há precisamente um ano pelo Coliseu, em parceria com o Grupo Ageas Portugal, a propósito das comemorações dos 80 anos deste histórico teatro, tem como missão promover talentos em duas áreas artísticas com forte impacto no panorama nacional, mas que nem sempre têm o reconhecimento público que merecem.

Seguiu-se a música. Primeiro, com o lançamento das três bandas sonoras do Circo do Coliseu 2020-2021-2022. Nos últimos três anos, desafiámos compositores nacionais a criarem uma banda sonora original e arranjos para os espetáculos de Circo apresentados pelo Coliseu, que depois foram interpretadas ao vivo em todas as sessões. Este investimento na criação musical para o Circo vai ser imortalizada em três discos com edição digital, e que poderão ser ouvidos nas principais plataformas de streaming.

Dia de aniversário não terminou sem se cantar os parabéns ao Coliseu. A atuar estiveram os Canto Nono, octeto vocal cuja direção artística pertenceu, durante duas décadas, a José Mário Branco, para uma atuação especial.

A entrada foi livre, sujeita à disponibilidade dos espaços, com exceção da visita guiada, que requereu inscrição prévia e foi limitada a 35 pessoas.

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