D. Maria II partiu em Odisseia Nacional dede a semana passada

 

A Odisseia Nacional do Teatro Nacional D. Maria II arrancou já no passado dia 12 de janeiro, no Porto, com o espetáculo Casa Portuguesa. Seguem-se depois centenas de propostas em mais de 90 concelhos do país, ao longo de todo o ano de 2023.
Conheça toda a programação da Odisseia Nacional em www.tndm.pt

Teatro Nacional D. Maria II encerrou as suas portas, para obras de requalificação, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. Com o edifício do Rossio encerrado, o Teatro iniciou uma verdadeira Odisseia Nacional, já dede a semana passada. Uma programação composta por centenas de propostas, que vão passar por 93 concelhos de todas as regiões de Portugal continental e ilhas.

A Odisseia Nacional arrancou já no passado dia 12 de janeiro, com a apresentação de Casa Portuguesa, de Pedro Penim, no Teatro Nacional São João, no Porto. O espetáculo que conta a história (ficcional) de um ex-soldado da Guerra Colonial confrontado com a decadência e a transformação do ideal de casa, de família, de país e do cânone da figura paterna, está em cena no São João de 12 a 21 de janeiro. Seguem-se depois várias apresentações ao longo do ano, em diversos concelhos de Portugal continental e ilhas.

O Teatro Nacional D. Maria II iniciou assim a sua Odisseia Nacional pela região Norte do país, onde permanecerá até ao final de março. Ao longo de 3 meses, a programação passará por 21 concelhos desta região e incluirá espetáculos, projetos de participação que envolvem as comunidades locais, atividades para o público escolar, formações e ainda uma exposição e um grande evento de pensamento, a decorrer na cidade de Guimarães, no qual se propõe pensar na herança e na história, questionando as “identidades nacionais”.

“Será um trimestre pleno de estreias de espetáculos novíssimos, em municípios como Torre de Moncorvo, Paredes de Coura, Fafe e Bragança, promovendo a ideia de que a receção inaugural pode muito bem acontecer fora dos chamados grandes centros. Acreditamos que estes «novos olhares» enriquecerão as obras e trarão um dinamismo novo à circulação de espetáculos”, refere Pedro Penim, Diretor Artístico do Teatro Nacional D. Maria II.

Logo após o arranque, no Teatro Nacional São João, a Odisseia Nacional segue para Ponte de Lima, na semana de 23 de janeiro, onde será apresentado o espetáculo Zoo Story, de Edward Albee, com direção de Marco Paiva, integrado no projeto Rede Eunice Ageas. Para além de sessões para o público em geral e para escolas, será ainda desenvolvido nesta região um Laboratório Teatral para alunos do 3º ciclo do ensino básico, a partir da experiência do espetáculo, e uma formação para pessoas maiores de 18 anos, com e sem deficiência e S/surdos, com interesse pelas artes performativas.

De seguida, será a vez dos concelhos de Lamego e Vila Real receberem programação desta Odisseia. Para além de espetáculos, atividades para o público escolar e formações, nestes concelhos estão ainda a ser desenvolvidos projetos de participação, envolvendo as comunidades locais. Em Vila Real, a Associação Cultural Ondamarela apresentará o projeto Vida real, a 27 e 28 de janeiro, com direção artística de Ana Bragança e Ricardo Baptista. Já em Lamego, a companhia Amarelo Silvestre apresenta Assembleia, com direção artística de Fernando Giestas e assessoria de Rafaela Santos. Um exercício de escuta e de olhar, que envolverá 30 pessoas do concelho.

Depois do primeiro trimestre do ano passado na região Norte, seguem-se o Centro do país, de abril a junho, os Açores, em julho, a Madeira, em setembro, e as regiões do Alentejo e Algarve, de outubro a dezembro.

Um projeto que se desenrola em mais de 90 concelhos do país, a Odisseia Nacional do D. Maria II integra centenas de propostas agrupadas em cinco programas:

  1. Peças: composto por espetáculos, projetos de criação e lançamentos de livros.
  2. Atos: composto por 43 projetos de participação (divididos em três grandes eixos temáticos: Paisagem, Património e Pessoas), desenvolvidos por 16 estruturas artísticas, que pretendem valorizar o tecido cultural nacional e promover práticas cívicas junto das comunidades.
  3. Frutos: programa dedicado ao universo escolar, composto por quatro projetos estratégicos e complementares, dirigidos a todos os ciclos de ensino.
  4. Cenários: no final de cada trimestre de 2023, o D. Maria II desenvolverá um grande evento de pensamento que irá refletir sobre o percurso da Odisseia Nacional e evidenciar o trabalho regional, com um olhar agregador sobre a respetiva região.
  5. Nexos: programa constituído por ciclos de formação e capacitação, que colocam as competências técnicas e de gestão do D. Maria II ao serviço de equipamentos parceiros da Odisseia Nacional e da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
  6. E ainda a Exposição Quem És Tu? – O Teatro Nacional, a Ditadura e a Democracia, com curadoria de Tiago Bartolomeu Costa e desenvolvida em parceria com a Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril e o Museu Nacional do Teatro e da Dança.

Com o projeto Odisseia Nacional, o Teatro Nacional D. Maria II estará presente em todo o território nacional, ao longo de um ano, intervindo nas regiões onde já se verifica uma forte dinâmica criativa, mas sendo também catalisador da vida cultural de comunidades onde há menos acesso às práticas artísticas, com particular foco no interior do país, contribuindo para o desenvolvimento da democracia cultural.

Conheça toda a programação da Odisseia Nacional, de forma detalhada, em www.tndm.pt.

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